Corte de vagas avança em janeiro

Escultura de George Segal, Fila do pão na depressão

Escultura de George Segal, Fila do pão na depressão

[dropcap]O[/dropcap]desemprego ficou em 12,6% no trimestre encerrado em janeiro, o que significa 12,9 milhões de pessoas sem trabalho. O número representa um aumento de 7,3% em relação ao trimestre anterior (agosto a outubro de 2016), e a maior taxa da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), iniciada em 2012. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apontam na mesma direção: em janeiro deste ano foram perdidos 40.864 empregos, uma retração de 0,11% no conjunto de assalariados com carteira assinada em dezembro de 2016.

O comércio apresentou o pior cenário nos números do Caged, com saldo negativo de 60.075 (a diferença entre total de contratados e o de demitidos). Entre os setores pesquisados, quatro apresentaram saldo positivo de contratações: indústria de transformação, mais 17.501 contratados; agropecuária, +10.663; serviços industriais de utilidade pública, +735; administração pública, +671. Outros quatro tiveram saldo negativo. Além do comércio, o setor serviços perdeu 9.525 v agas; a construção civil, -775 ; e a industria extrativa mineral, -59.

Na comparação com janeiro de 2016, o total de trabalhadores com carteira assinada conta agora com menos 1,3 milhão de brasileiros, passando de 39,6 milhões para 38,3 milhões em janeiro de 2017.

Pelas contas do IBGE, a retração econômica já havia provocado uma desocupação média, de janeiro a dezembro do ano passado, de 11,5% (11,8 milhões de pessoas), acima dos 8,5% de 2015, quando o total de desempregados foi, na média, de 8,6 milhões. O número de empregados com carteira assinada no setor privado caiu 3,9%, de 35,7 milhões para 34,3 milhões. O rendimento médio real habitual de todos os trabalhos também diminuiu: 2,3%, de R$ 2.076 para R$ 2.029, entre 2015 e 2016. A massa de rendimento real encolheu na mesma proporção, de R$ 185.354 milhões para R$ 178.865 milhões.

 

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