Tag: Soberania

Exército na rua não resolve falta de investimentos na segurança do Rio, diz pesquisador da USP

O principal problema no uso das Forças Armadas para ações de segurança pública no Rio de Janeiro é a adoção de uma medida excepcional, de emergência, para tratar de uma questão estrutural – a política fiscal que sufoca os orçamentos públicos, avalia o pesquisador Ronaldo Carmona, do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo (USP), ex-assessor do Ministério da Defesa. Segundo ele, o instrumento da Garantia da Lei e da Ordem (GLO), por definição, precisa ser aplicado numa situação extrema. Diante da crise do Estado brasileiro, torna-se, contudo, cada vez mais recorrente, quase corriqueira, para enfrentar questões de natureza conjuntural.

Rio sob ilegal intervenção federal e falsa GLO

Para o advogado e cientista político Jorge Folena, o estado do Rio de Janeiro está sob uma intervenção federal branca, e a Garantia da Lei e da Ordem (GLO), decretada por Temer em 28 de julho, contraria a Constituição e a lei de emprego das Forças Armadas. Para ser autorizada a GLO, Pezão teria que reconhecer por decreto, que as forças do Rio são incapazes de combater a violência; e o emprego dos militares precisaria ter áreas delimitadas. “A GLO está sendo utilizada de forma indevida, como tem denunciado o Comandante do Exército em várias oportunidades”, escreve.

Marco Aurélio Garcia: “não há soberania nacional sem soberania popular”

O movimento SOS Brasil Soberano expressa seu pesar com a morte de Marco Aurélio Garcia, ou MAG, para os amigos. Uma perda enorme para o país. Ex-assessor de Assuntos Internacionais nos governos de Lula e Dilma, trabalhou pelo fortalecimento das relações Sul-Sul e pelo Brics, para assegurar protagonismo e soberania aos países do bloco. Deixou o cargo em maio de 2016, no golpe que afastou a presidenta eleita. Em junho deste ano, em conferência realizada na Universidade Nacional de San Martin, na Argentina, Marco Aurélio Garcia disse que, apesar do avanço da direita na América Latina, o ciclo da esquerda e de seus avanços sociais ainda não acabou.

Sistema de comunicação no Brasil “está no feudalismo”, diz integrante do FNDC

“Se chegássemos no estágio capitalista, já seria um avanço, porque hoje a comunicação no Brasil está no feudalismo”. A afirmação é da jornalista Bia Barbosa, secretária-geral do FNDC e integrante do coletivo Intervozes, durante o IV Simpósio SOS Brasil Soberano, realizado em Curitiba no dia 14 de julho. Ela adverte para as perdas para a sociedade que podem decorrer da privatização do SGDC, satélite construído com investimento público, e da entrega às operadoras da infraestrutura de redes do país, estimada em R$ 100 bilhões.

Aldo Rebelo propõe “ampla união para a reconstrução nacional”

“Nós só enfrentaremos essa situação de crise política se criarmos um amplo ambiente de força nacionais, que despreze os ressentimentos, as posições pré-concebidas, e que busque um acordo e uma unidade”, disse Aldo Rebelo, durante palestra no IV Simpósio SOS Brasil Soberano, realizado dia 14 de julho, em Curitiba. O evento é iniciativa da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge) e do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio de Janeiro (Senge-RJ), e, na capital paranaense, realizado com o Sindicato dos Engenheiros do Paraná (Senge-PR). Ex-deputado federal pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB-SP) e ex-ministro das pastas de Esporte, de Ciência, Tecnologia e Inovação, e de Defesa dos governo Lula e Dilma, ambos do PT, Rebelo agora propõe uma “ampla união para a reconstrução nacional”. No dia 7 de julho, lançou um manifesto em que faz um apelo à “união nacional”, distribuído também durante o evento.

Queremos a delação de Eduardo Cunha

Para a economista Ceci Juruá, é dever do Judiciário aceitar a delação de Eduardo Cunha, que pode indicar os parlamentares que receberam dinheiro para votar a favor da abertura do processo de impeachment contra a ex-presidente Dilma Rousseff. Se confirmada a acusação, trata-se de “um crime de traição à soberania nacional e popular, do qual decorreram notáveis prejuízos para a nação e para o povo brasileiro”. Por isso, na avaliação da economista, a delação precisa ser aceita, “queiram ou não os juízes e procuradores”. Leia na íntegra.