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Simpósios SOS Brasil Soberano debatem um programa para o país e a resistência ao golpe

O IV Simpósio SOS Brasil Soberano – Brasil, 2035: um país justo e soberano, realizado nos dias 13 e 14 de julho em Curitiba (PR), reuniu 150 participantes, além de ter alcançado outras cerca de 45 mil pessoas por meio de transmissão ao vivo por redes sociais e blogs parceiros. O próximo simpósio está programado para o dia 19 de agosto, em Brasília, com o tema “Os militares, a política e a soberania nacional”. A síntese das apresentações estará disponível em breve nos “Cadernos da Soberania”, segundo o historiador Francisco Teixeira.

Pobreza e individualismo vão destruir as bases democráticas do país

A crise brasileira não é só econômica; atinge também os campos político e social, e pode produzir rupturas perigosas para o equilíbrio da sociedade – especialmente, quando a população se der conta do tamanho do empobrecimento e da degradação da qualidade de vida a que está sendo submetida. O alerta é do economista Nilson Maciel de Paula, professor na UFPR, durante o “Soberania em Debate”, evento realizado no último dia 13 de julho pelo Senge-RJ, Senge-PR e pela Fisenge, em Curitiba (PR).

Participação da indústria no PIB recua para a década de 1910

Embora Michel Temer tenha declarado nesta sexta-feira (7), durante o encontro de cúpula do G20, em Hamburgo, que o Brasil não está em crise, a expectativa do FMI é que o país registre o pior desempenho econômico do grupo pelo terceiro ano seguido, segundo a BBC. O economista Marcio Pochmann, professor na Unicamp, destaca que a contribuição da indústria brasileira no PIB caiu a patamares comparáveis aos do início do século passado, ou seja, aos anos de 1910. Pesquisa do Cemec, publicada pela Folha de S. Paulo, indica que a taxa de investimentos de empresas e famílias caiu de 19% do PIB, em 2013, para 13,7%, em dezembro de 2016, o pior desde 2000.

Para o presidente do Instituto de Estudos Latino-Americanos, é preciso uma “revolução brasileira”

“A revolução deixou de ser impossível, porque se tornou necessária.” Quem diz é o presidente do Instituto de Estudos Latino-Americanos (Iela), Nildo Ouriques. Para ele, é importante que a disputa das próximas eleições aprofunde e espalhe pelo país o debate em torno de um programa para o que chama de “revolução brasileira”, aquela de que o país precisa com urgência. Ou seja, “um conjunto de transformações radicais, e em curto espaço tempo”, defende. “Aqui ninguém é cidadão; isso é uma ilusão liberal, uma quimera. A miséria e a violência são tão grandes, que o capitalismo dependente impede a universalização de direitos.”

Artigo de Francisco Teixeira – Não se engane: é Primavera no Brasil!

Para o historiador, acontece no Brasil uma guerra de novo tipo: “uma guerra sem guerra, ou seja, uma guerra que usa meios não bélicos para destruir, solapar, aniquilar a capacidade do adversário. Assim, utilizando-se de modernos meios tecnológicos – mídias digitais, propaganda massiva, formação de quadros de elite em universidades estrangeiras, sistemas de estágios e bolsas de estudos em centros de treinamento, entre outros – , arma-se uma elite para atuar a serviço, consciente ou inconscientemente, desse poder estrangeiro.” Confira a íntegra.