O custo social do superávit de janeiro

Na última semana de fevereiro, ao divulgar o Resultado do Tesouro Nacional, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que “o país voltou a crescer”. Sustentava a convicção em um superávit primário de R$ 19 bilhões obtido em janeiro. Por trás desse saldo, contudo, não há muitos motivos de comemoração, como explicou o jornalista Fernando Brito, no seu blog Tijolaço. Analisando as contas, o superávit só foi possível com cortes violentos em saúde, educação, entre outras áreas de interesse público. Sem sinais de retomada econômica.

“…de onde veio o superávit  R$ 4,3 bi maior que o de janeiro de 16, ou 21,4% a mais? (…)
Está lá no quadro superior. Cortes brutais nas despesas dos serviços públicos: menos 46,5%  no Ministério da Saúde,  menos 58,8% no MEC e menos 62,8% em Ciência e Tecnologia, além de outros.

Uma parte disso não é corte, mas postergação de despesas. Pagamentos “empurrados” para a frente.

Outra é, sobretudo nos investimentos: nas obras e projetos vinculados ao PAC, inclusive o “Minha Casa, Minha Vida”, a tesoura foi brutal: 80% de redução nos desembolsos, o equivalente a R$ 3,2 bi.

Desculpem o detalhamento algo “chato”, mas não ajuda a raciocinar ficar de “torcida”, contra ou a favor.

Os fatos objetivos são claros: não há recuperação sensível da atividade econômica e as “contas saudáveis” estão sendo obtidas com o massacre da finalidade de prestação de serviços do Estado Brasileiro.”

Confira a matéria completa no Tijolaço

 

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