Categoria: Notícias

Saída de investimentos, projeções do PIB em queda: para economistas, medidas de Temer prolongam crise brasileira

No seu Relatório Trimestral, divulgado nesta quinta-feira (28 ), o Banco Central voltou a reduzir sua projeção de crescimento do PIB – de 2,6% para 1,6%. Durante o primeiro semestre, os investidores estrangeiros retiraram mais de R$ 10 bilhões da Bolsa de Valores brasileira, a maior retirada líquida em um primeiro semestre da história da bolsa, segundo o Valor Econômico. Para os economistas Luiz Carlos Prado e Eduardo Pinto, da UFRJ, o conjunto de medidas econômicas do governo Temer tem se caracterizado por uma mistura de irracionalidade, falta de planejamento e entreguismo, incapaz de conduzir o país a um cenário de crescimento, emprego ou bem-estar social. Seu objetivo central é, em síntese, garantir a transferência de recursos para os bancos.

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Entidades criam observatório nacional para combater privatização e apontar soluções no setor de água e saneamento

Formular estudos e análises que apontem soluções para problemas do saneamento básico no Brasil e lutar contra qualquer tentativa de privatização da água são alguns dos objetivos do Observatório Nacional dos Direitos à Água e ao Saneamento (Ondas). O observatório está vinculado à Frente Nacional pelo Saneamento Ambiental (FNSA), e foi oficialmente instituído no último dia 7 de junho, em Brasília. Na pauta de suas prioridades está a resistência à proposta do governo Temer, ainda em fase de minuta, de uma Medida Provisória alterando os marcos regulatórios do saneamento básico no país (leis nº 9.984/2000 e nº 11.445/ 2007), para permitir a privatização do setor.

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Para Dieese, Brasil abre mão do potencial estratégico do pré-sal, enquanto estrangeiras adquirem reservas para aumentar seu valor de mercado

Na quarta Rodada de Licitações do Pré-Sal, realizada no dia 7 de junho, chamou a atenção do economista do Dieese Clavionor Cararine, assessor técnico da FUP, o interesse crescente das companhias internacionais, preocupadas em recuperar valor de mercado por meio da aquisição de reservas de petróleo. E, de outro lado, o equívoco da Agência Nacional de Petróleo em esperar uma concorrência intensiva entre as empresas, que não existe em um setor altamente concentrado e com forte presença estatal no mundo inteiro. Na prática, o Brasil abandona suas reservas estratégicas para a soberania do país, tratando-as como mais uma commodity.

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Juiz de Brasília manda o Congresso instalar comissão de inquérito para auditar a dívida pública brasileira

O juiz Waldermar Cláudio de Carvalho, da Justiça Federal de Brasília, deu 30 dias para que o Congresso instale Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para realizar auditoria da dívida pública brasileira. O magistrado atendeu pedido da Associação Auditoria Cidadã da Dívida, que representa dezenas de entidades, principalmente sindicatos de servidores. No pedido, a entidade diz que em 2016 a dívida pública alcançou R$ 4,5 trilhões, e vem crescendo apesar do pagamento de “juros extorsivos”, remuneração de bancos privados e prejuízos ao Banco Central em operações de câmbio. Em 2017 foram pagos somente a título de juros R$ 400 bilhões.

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Professores do Instituto de Economia da UFRJ criticam em nota política de preços dos derivados de petróleo

Um grupo de 21 professores do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) divulgou nota criticando as as medidas do governo na área de petróleo e derivados, que resultaram num subísido à importação de diesel com recursos do Tesouro – ou seja – do orçamento federal destinado a atender as demandas da sociedade. Destacam que as medidas custarão R$ 13 bilhões aos cofres públicos até o final do ano, dos quais mais de R$ 3 bilhões serão gastos para subsidiar o diesel importado. “O ministro Guardia justificou essa medida econômica heterodoxa como necessária para preservar a competitividade do diesel importado”, sublinham, indignados.

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Comunicado oficial da Fisenge: Engenharia nacional e a greve dos caminhoneiros

“Vargas precisa desistir da Petrobras”. Esta frase foi proferida, em 1954, por Assis Chateaubriand, dono do maior conglomerado da mídia brasileira na época, o “Diários Associados”, que implementou ampla campanha contra o caráter estatal da empresa. Hoje, com 65 anos de fundação, a Petrobras vive uma de suas maiores crises. Isso porque, em outubro de 2016, o governo federal e o presidente da empresa, Pedro Parente, adotaram uma política de preços para os derivados sem proteção ao consumidor e, em junho de 2017, anunciaram reajustes diários nos preços. (…)É urgente o posicionamento da engenharia nacional pelo recuo da política de paridade internacional nos preços dos derivados. Também reivindicamos o aumento do volume de petróleo refinado em território nacional. ” Confira a nota da Fisenge.

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