Marcado na testa como gado

Robert Fludd, in Utriusque Cosmi (1617)

Régis Eric Maia Barros (*)

Nos últimos dias, eu me lembrei de um querido professor o qual foi muito importante na minha formação em psiquiatria e psicoterapia. Ele, assim, afirmava: “nada que advém do ser humano pode ser considerado bizarro, pois tudo é possível“. Com essa reflexão, ele tentava provar que o ser humano é capaz de tudo.

Ele estava certo. De fato, nada mais é capaz de me assustar. Nada mais me causa espanto, visto que, enquanto espécie, nós somos aptos a realizar os comportamentos mais dantescos. Inclusive, até mesmo, aqueles que nós julgamos impossíveis de realizarmos.

Recentemente, um jovem foi, brutalmente, torturado com uma tatuagem na testa com os seguintes dizeres: “Eu sou ladrão e vacilão”. Há relatos de que ele tentou furtar uma bicicleta bem como há outras informações de que ele era portador de doença mental ou que era usuário de drogas. Contudo, essas informações são desnecessárias para alcançar o objetivo reflexivo desse artigo.

O fato mais pútrido em tudo isso foi saber que muitos apoiaram essa barbárie. Fazer ou apoiar tal atitude é tão perverso que nos iguala aos próprios criminosos sociopáticos. (…)

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* Régis Eric Maia Barros é médico psiquiatra e psicanalista, em Brasília

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