II Simpósio SOS Brasil Soberano reúne cerca de 200 participantes em Salvador

II Simpósio SOS Brasil Soberano, Salvador (BA) – Foto: Ana Paula Bispo

O II Simpósio SOS Brasil Soberano reuniu cerca de 200 pessoas na última quinta-feira (27), para debater o tema Engenharia, tecnologia e aproveitamento de recursos naturais no Brasil, no auditório da Escola Politécnica da UFBA, em Salvador. Parte das atividades de mobilização para a greve geral do dia 28 de abril, o projeto SOS Brasil Soberano visa construir um programa nacional de fortalecimento de direitos e de afirmação do desenvolvimento do país, na contramão das reformas propostas pelo governo atual.

Na pauta, propostas para reverter a desnacionalização da infraestrutura, da indústria, e dos patrimônios naturais do país, especialmente nos segmentos de petróleo, inovação e desenvolvimento tecnológico. Entre os palestrantes convidados, o historiador Valter Pomar, o geólogo Guilherme Estrella, que chefio a equipe responsável pela descoberta de petróleo no pré-sal, o ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli de Azevedo, o professor do Instituto de Relações Internacionais da PUC-RJ Luis Manuel Rebelo Fernandes, o contra-almirante Alan Paes Leme Arthou, que foi gerente executivo do Programa de Desenvolvimento de Submarino com Propulsão Nuclear da Marinha (Prosub), Vicente Andreu Guillo, diretor-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), os jornalistas Fernando Brito (do blog Tijolaço) e Miguel do Rosário (blog O Cafezinho), e o Asher Kiperstock, coordenador da Rede de Tecnologias Limpas (Teclim), da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

O evento foi aberto pelo presidente da Federação dos Sindicatos de Engeheiros, Clovis Nascimento, pelo presidente do Sindicato dos Engenheiros no Estado da Bahia (Senge-BA), Ubiratan Félix, e pelo historiador e coordenador do projeto, Francisco Teixeira. Em sua primeira edição, no dia 31 de março, no Rio, Teixeira explicou que o Simpósio SOS Brasil Soberano discutiu medidas emergenciais sobre emprego, trabalho e inclusão social, para lutar contra a mais aguda crise econômica, institucional e ética da História da República após o golpe de 2016, que derrubou a presidenta eleita Dilma Rousseff.

Tatiana Bittencourt Dumêt, diretora da Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia, que participou da mesa de abertura, destacou que a engenharia tem um papel fundamental para o país sair da grave crise que enfrenta. “Não é possível ter progresso sem engenharia forte. Ela é fundamental para chegarmos a um país mais justo e mais igual.”

Também participaram da mesa de abertura Luciene da Cruz Fernandes, presidente do Sindicato dos Professores das Instituições Federais de Ensino Superior da Bahia (Apub Sindicato); Eleonora Lisboa Mascia, 1ª Vice-presidente da Federação Nacional de Arquitetos e Urbanistas (FNA); Manoel Barretto, ex-presidente da CPRM, ex-diretor do Senge/BA e Fisenge, coordenador do SOS Brasil Soberano; Maria del Carmen, deputada estadual (PT-BA); e Caiuby Alves da Costa, presidente do Instituto Politécnico da Bahia.

Os próximos simpósios serão em Belo Horizonte (MG), nos dias 25 e 26 de maio, e em Curitiba (PR), no dia 30 de junho. Clique aqui para conferir a íntegra das palestras estão disponíveis aqui.

Você pode gostar...