Dedo na Ferida, de Silvio Tendler, terá exibição e debate no Fórum Social Mundial

O longa-metragem “Dedo na Ferida”, de Silvio Tendler, será exibido no dia 16 de março, às 20h, durante o Fórum Social Mundial (FSM), em Salvador (BA). A sessão acontece na Tenda dos(as) Trabalhadores(as), da CUT, e será seguida de debate com a participação do diretor. Na página da Fisenge do Facebook, um link trará a transmissão ao vivo do debate. O SOS Brasil Soberano também vai divulgar, posteriormente, uma versão compacta das discussões.

“Dedo na Ferida” é um documentário sobre o fim do estado de bem-estar social e do projeto de vida melhor para todos como resultado das estratégias do capital financeiro para impor sua hegemonia global. Traz depoimentos de economistas, políticos e ativistas de vários lugares do mundo, como o ex-chanceler Celso Amorim, os economistas Paulo Nogueira Batista Jr., Ladislau Dowbor, Laura Carvalho e Guilherme Mello, e ativistas como Guilherme Boulos (MTST) e João Pedro Stédile (MST), além do ex-ministro grego Yanis Varoufakis, do cineasta Costa-Gavras e dos intelectuais Boaventura de Sousa Santos (Universidade de Coimbra, Portugal), David Harvey (University of New York, Estados Unidos) e Maria José Fariñas Dulce (Universidade Carlos III, Espanha).

O filme foi produzido numa parceria com o Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio de Janeiro (Senge-RJ) e com a Federação Interestadual dos Sindicatos de Engenheiros (Fisenge). Ganhou o prêmio de Melhor Longa Documentário do júri popular no 19º Festival Rio, em outubro de 2017.

Fórum Social Mundial

O FSM deste ano terá com o tema central “Povos, Territórios e Movimentos em Resistência”, e o slogan “Resistir é criar, resistir é transformar”, realizado entre os dias 13 e 17 de março, em Salvador. O Campus de Ondina, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), será seu território principal, mas há atividades programas para outros locais da capital baiana, como o Parque do Abaeté, em Itapuã, e o Parque São Bartolomeu, no Subúrbio Ferroviário da cidade.

Segundo os organizadores, são esperadas cerca de 60 mil pessoas, de 120 países, para discutir estratégias de enfrentamento ao neoliberalismo, aos golpes e genocídios que diversos países enfrentam na atualidade. Com mais de 1.500 coletivos, organizações e entidades cadastradas, e em torno de 1.300 atividades autogestionadas inscritas, o Fórum Social Mundial reunirá representantes de entidades de países como Canadá, Marrocos, Finlândia, França, Alemanha, Tunísia, Guiné, Senegal, além de países sul-americanos e representações nacionais.

Entre as presenças confirmadas estão as dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, Fernando Lugo, do Paraguai, e José Mujica, do Uruguai. Também participarão o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos, a militante indígena e pré-candidata à vice-presidência pelo Psol Sônia Guajajara, a presidente da Federação Democrática Internacional de Mulheres (FDIM), Lorena Peña, e o filósofo do Congo Godefroid Ka Mana Kangudie. Participarão ainda das atividades do FSM Abdellah Saaf, ex-ministro da Educação de Marrocos; Eda Duzgun, liderança das mulheres curdas; Sara Soujar, do Movimento de Combate ao Racismo e Xenofobia do Norte de Marrocos; Mamadou Sarr, militante da Mauritânia para defesa dos negros; e Gustave Massaih, membro fundador do movimento de Maio 68, na França, entre dezenas de outras lideranças e ativistas internacionais.

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