Categoria: Artigos e documentos

Mayrinkellison Peres Wanderley: Golpes no Brasil – fascismo e retrocessos aos avanços democráticos

“Às vésperas das eleições presidenciais mais tensas da histórica recente do Brasil, a nostalgia por governos autoritários e o inconformado ódio à esquerda brasileira capitaneados por um novo messias militar revelam o estado patológico a que chegou a sociedade, que está disposta a abrir mão de suas liberdades a tanto custo conquistada e ceder a desejos de uma minoria abastada que, oferecendo o céu da ordem e do progresso, tem por cardápio o pão que o diabo amassou”, escreve o historiador Mayrinkellison Peres Wanderley. “A sociedade organizada precisa acordar do seu torpor (…).”

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O historiador Sidnei Munhoz analisa as relações internacionais do Brasil em um novo governo popular democrático

“O Brasil sob um novo governo popular democrático e de reconstrução da soberania nacional deverá retomar uma estratégia no campo das relações internacionais que, de um lado, valorize as negociações multilaterais e, de outro, demarque claramente os seus interesses como potência emergente”, escreve o historiador Sidnei Munhoz. “Para fazê-lo, o país deverá adotar estratégias com vistas a recuperar a sua proeminência no cenário internacional duramente erodidas pela subserviência às potências tradicionais durante o período do governo ilegítimo de Michel Temer. Isso não será tarefa fácil, uma vez que a diplomacia do país assumiu compromissos antinacionais associados aos interesses do grande capital internacional e das chamadas potências centrais.”

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Um governo de esquerda precisa nomear juízes de verdade

Um governo progressista precisará mudar o padrão de indicação de juízes para o Supremo Tribunal Federal, restabelecendo a prioridade com o bem público, diz o advogado e cientista político Jorge Folena. “Diante dos nefastos exemplos recentes, caberá ao ministro da Justiça, ou a quem vier a ser designado pelo futuro presidente, num governo progressista, promover com muita acuidade a análise dos currículos e o exame dos respectivos históricos, a fim de verificar se os futuros magistrados a serem indicados manifestam alguma identificação com os compromissos e lutas populares”, escreve.

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Ronaldo Bicalho: Por uma política para o setor elétrico original e contemporânea

Singularidade, diversidade e contemporaneidade são os conceitos chaves para uma política no setor elétrico, na análise do pesquisador Ronaldo Bicalho, do Instituto Ilumina. Construído para ser operado como um sistema único e integrado, ele deve ter assegurado seu controle pelo Estado, respeitando as características específicas que dão ao país grande vantagem nas transições de modelo globais. “A diversidade da dotação de recursos naturais do Brasil permite ao país jogar com uma gama de recursos dificilmente encontrada em outros sistemas elétricos. Da energia nuclear à energia solar, passando por biocombustíveis, gás natural, eólica e hidráulica, a matriz elétrica brasileira permite combinações que podem viabilizar elevadas participações das novas energias renováveis.”

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Cloviomar Cararine: Por um compromisso com o povo e com a soberania energética

Cloviomar Cararine, assessor técnico do Dieese para a Federação Única de Petroleiros (FUP), apresenta a Pocae: Plataforma Operária e Camponesa da Água e Energia. A plataforma reúne as principais propostas para o setor de energia nacional, construída em anos de debates e atividades de formação, realizadas em quase todos os estados do Brasil. Esta política energética popular deve ser orientada, entre outros princípios, pela retomada do controle estatal sobre a energia e pela garantia do aproveitamento social dos resultados da produção, articulado com a valorização dos direitos dos trabalhadores e das populações atingidas,

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Odilon Caldeira Neto: O Brasil entre fascismos e neofascismos

O pesquisador Odilon Caldeira Neto estuda há anos a extrema direita. Para ele, há paralelos entre o negacionismo dos que negar o holocausto da 2ª Guerra Mundial, e dos que, por aqui, negam os crimes da ditadura-civil militar brasileira. Para ele, o pensamento neofascista tenta desde a Nova República se inserir no jogo político e eleitoral basileiro. “É necessário tomar a extrema-direita brasileira, e mais propriamente os grupos fascistas,não apenas como meros episódios na história política nacional”, alerta.

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